O RAIO VERDE
por: PAULO CAMPAGNOLO
Direção: Eric Rohmer. Eric Rohmer foi o mais velho filho da Nouvele Vague, tendo como “irmãos” os inconformados Godard, François Truffaut, Chabrol e Rivette. Seus filmes, divididos em blocos (Contos Morais, Comédias e Provérbios, etc), eram simples, feitos com pouco dinheiro e com a ajuda de jovens atores. Simples, entretanto não significa simplista. Ao contrário: dentro de uma tradição literária, seu cinema privilegiava o diálogo e jogos de sedução, numa poesia insuspeita que nascia da própria feitura do filme – e que demora, às vezes, para nos seduzir. O estudante de filosofia, Daniel Cybulski, de 21 anos, indica “O Raio Verde” (de 1985 e vencedor do Festival de Veneza) como um exemplo claro da maestria de Rohmer: “Um senso de improviso, acompanhado com uma percepção de cotidiano que dá ao seu filme uma carga emocional ao mesmo tempo leve e bastante palpável. É de uma beleza rara esse filme e Rohmer era, realmente, um gigante do cinema”.