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Quando eu crescer…

Revista ZAZ - Escândalos, corrupção, prevaricação, perda do foco e da linha da boa conduta, essa é a visão de muitos brasileiros sobre os políticos de hojeEscândalos, corrupção, prevaricação, perda do foco e da linha da boa conduta, essa é a visão de muitos brasileiros sobre os políticos de hoje

Antigamente, quando se perguntava para uma criança:
- O que você vai ser quando crescer?
As respostas eram as mais variadas: bombeiro, veterinária, aviador, aeromoça, astronauta, doutor, professora, e por aí vai a lista, mas raramente ouvia alguém dizer “Presidente da República”, vereador, deputado, governador, muito menos senador.
Em 1976, uma campanha publicitária  criava a famosa Lei de Gérson. A propaganda dizia que uma determinada marca de cigarro era vantajosa por ser melhor e mais barata que as outras, e Gérson, ex-jogador da Seleção Brasileira da Copa 70, dizia, no final:
- Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também.
Essa foi a sua herança maldita para a população brasileira. Anos depois, Gérson assumiu publicamente seu arrependimento por disseminar tal ideia e de ter a imagem associada ao “jeitinho brasileiro” da malandragem e da maracutaia.
Hoje, muitos acreditam que, entrando na política, poderão levar vantagem sobre os outros, reforçando assim seus fundos para investimentos em campanhas futuras com o chamado “caixa dois”.
Deputados, governadores e senadores são cargos mais disputados do que vagas de concurso público ou das melhores faculdades brasileiras, tudo com olhares dúbios, defendidos por assessores, cabos eleitorais, cônjuges até sogras, ferrenhamente.
A imprensa noticia escândalos em que vereadores são condenados a devolver milhões ao erário por nepotismo; prefeitos que, depois do mandato ou da reeleição, demonstram substanciais aumentos patrimoniais.
Não vou dizer que todos políticos são assim, mas, atire a primeira pedra aquele cidadão que não tiver seu telhado de vidro.

ZZ Top no Brasil

ZZ Top no BrasilA frente fria que passa por São Paulo ajudou o ZZ Top, que fez nessa quinta-feira (21) seu primeiro show no Brasil. Munidos de suas jaquetas e coletes de couro, os fãs da banda , que se misturam com entusiastas de carros e motocicletas, viram o trio texano mostrar seu rock cru e sem firulas para seis mil pessoas na Via Funchal.

Depois de uma estranha introdução com música eletrônica, às 22h30 o inconfundível timbre da guitarra de Billy Gibbons encheu o ar da casa. Mais inconfundível que os riffs do músico, só sua longa e grisalha barba, assim como a do companheiro, Dusty Hill, marca registrada da banda.

Sem pestanejar, o trio, que é completado pelo baterista Frank Beard, mandou três músicas na sequência: Got Me Under Pressure, Waitin’ For The Bus e Jesus Just Left Chicago. Enquanto isso, imagens no telão davam o ambiente de garagem tão familiar para seus fãs. Vídeos de carros, motos, ferramentas e claro, mulheres sensuais, eram exibidas durante as canções.

Passeando entre blues e rock, Billy Gibbons e Dusty Hill se divertem intercalando seus riffs, solos e alguns tradicionais passos que fizeram história nos clipes da banda. Em I’m Bad, I’m Nationwide, a dupla faz até um “duelo” de riffs. Mesmo sendo claramente ensaiado, o momento é suficiente para levar os fãs ao delírio.

Passado o contato inicial, Gibbons fez questão de mostrar que sua primeira visita ao Brasil com a banda foi bem treinada. “Vocês estão se divertindo?”, perguntou em português. Depois disso, o vocalista convidou duas garotas ao palco e ensaiou um diálogo no português arrastado arrancando risos da plateia.

O show seguiu com o trio apostando no que sabe fazer: rock sem firulas. Tocando hits como Cheap Sunglasses, Rock Me Baby e Francine, os integrantes do ZZ Top mostraram que estão em dia com os ensaios sempre acertando o tempo das imagens programadas no telão com as canções.

Assim como em foram nas outras apresentações na América do Sul, o ZZ Top reservou dois covers para homenagear alguns ídolos: Hey Joe e Future Blues, de Jimi Hendrix e Willie Brown, respectivamente.

Na reta final da apresentação, os sucessos garantem a empolgação do público. Just Got Paid, Gimme All Your Lovin’, Sharp Dressed Man e Legs encerram a etapa principal do show.

Na volta do bis, Viva Las Vegas, La Grange e Tush se encarregaram de finalizar a apresentação. Para quem perdeu o primeiro show na capital paulista, o ZZ Top voltao ao palco da Via Funchal nesta sexta (21).

‘‘Viva a alegria’’

Cópia de TW222“Festas, bebedeiras, som alto e lei seca: conflitos entre gerações e ideologias em nossas faculdades.”

Faculdade geralmente é associada à liberdade, alegria e mais responsabilidade. É a hora da busca de novos rumos. A vida em novas tribos, longe da tutela dos pais, em busca da auto-afirmação.
É neste momento que muitos experimentam e testam os seus limites, divergindo e discordando das regras da sociedade, que, por sua vez, é obrigada a se reinventar para buscar apaziguar os ânimos e o bem viver em comunidade.
Alguns trabalhadores reclamam de serem prisioneiros em suas moradias nos dias de agito ou da algazarra até altas horas, forçando a vender seus imóveis para procurar sossego e paz longe das festas e do som alto.
Por outro lado, estudantes universitários, com seus hormônios em ebulição, reclamam das regras mais rígidas de locadores e imobiliárias que tentam impedir a instalação das chamadas repúblicas estudantis.
Maringá, Curitiba, Apucarana e Fazenda Rio Grande (localizada na região metropolitana da capital paranaense) proibiram a venda de bebidas alcoólicas próximo a estabelecimentos de ensino superior, variando a distância ou horários entre os municípios citados. Outras cidades, como Londrina, ainda discutem a implantação da lei.
A exemplo da Lei Federal que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em estradas federais, os números de ocorrências policiais e acidentes diminuíram consideravelmente.
Mais do que a proibição da venda de bebidas alcoólicas, deveria haver maior conscientização dos efeitos devastadores da bebida no seio das famílias, levando a uma melhora de qualidade de vida para todos do lar. Mas, esta é uma discussão que está longe de um final feliz.