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Bienal Brasileira de Design 2010 Curitiba

Revista ZAZ - Bienal Brasileira de Design 2010 CuritibaNo intuito de incentivar a reflexão sobre o design sustentável, a Bienal Brasileira de Design chega a Curitiba, a partir de setembro, com propostas inovadoras e que prometem atrair um público maior e mais diversificado. Diferentemente dos eventos passados, a Bienal ocorrerá em vários locais da capital, englobando espaços expositivos institucionalizados e também espaços públicos, onde o movimento de um grande número de pessoas é dado como certo.
Para esta Bienal, já estão programados um seminário internacional, além de uma série de palestras e oficinas que estão sendo pautadas de acordo com alguns objetivos do evento, como: estimular uma maior percepção por parte da sociedade no que diz respeito à importância do design na vida das pessoas; promover a democratização do uso do design; e difundir a cultura da sustentabilidade no design, levando em consideração fatores ambientais, econômicos e sociais.
Com curadoria geral de Adélia Borges, a Bienal Brasileira de Design 2010 acontece entre 14 de setembro e 31 de outubro. Mais informações no site: www.bienalbrasileiradedesign.com.br/bienal2010.

Repulsa ao Sexo

Revista ZAZ - Repulsa ao Sexopor THIAGO RAMARI

Inglaterra/1965 – Direção de Roman Polanski – Distribuidora: Pandora Filmes/Globo Vídeo – Um dos trabalhos mais perturbadores da filmografia de Roman Polanski, diretor consagrado de cinema que nasceu na França, mas que cresceu na Polônia. Interpretada por Catherine Deneuve no início da carreira, Carole enfrenta dificuldades para se relacionar com homens, por conta da timidez. No entanto, ao mesmo tempo em que se afasta daqueles que tentam se aproximar, agindo quase sempre de forma indiferente, a personagem se entrega, a sonhos eróticos, nos quais é estuprada por um desconhecido.
Essa personalidade contraditória se revela e atinge o ápice nos dias em que Carole fica sozinha no apartamento que divide com a irmã mais velha. O elenco também traz John Fraser, Ian Hendry e Yvonne Furneaux. O filme venceu o “Prêmio Especial do Júri”, no Festival de Berlim, ocorrido na Alemanha, em 1965.

Uakti – Aguas da Amazônia

Revista ZAZ - Uakti - Águas da Amazôniapor THALES AFFONSO

O nome “Uakti” deriva de uma lenda amazônica sobre o herói dos índios “Tukanos”, que vivem às margens de rios como o Tiquié e o rio Negro. Coincidência ou não, Philip Glass escolheu o “Uakti” para interpretar “Águas da Amazônia”. As composições, encomendadas pelo Grupo Corpo (importante grupo de dança de Belo Horizonte), foram entregues a Marco Antônio Guimarães, que as adaptou ao instrumental do “Uakti”.
Guimarães é fundador, principal arranjador e compositor do grupo mineiro. Além disso, ele próprio constrói os instrumentos, indissociáveis à identidade do “Uakti”. São instrumentos não convencionais, produzidos a partir de materiais do cotidiano, como tubos de PVC, madeira, metais, garrafas plásticas, vidro, entre outros.
A riqueza timbrística dos instrumentos originais, somada ao esmero dos arranjos e à dimensão minimalista da composição de Glass, fazem de “Águas da Amazônia” um álbum excepcional, quase surreal. As melodias fluem como águas calmas de um rio (nove das dez faixas levam o nome de um rio da Amazônia). Na faixa “Japurá River”, por exemplo, os timbres parecem sonorizar um sereno sonho. O trabalho mais recente do “Uakti” foi a composição da trilha sonora para o filme “Ensaio Sobre a Cegueira”, dirigido por Fernando Meireles.

Um tchau para os Scorpions

Revista ZAZ - Um tchau para os ScorpionsQuem não prestigiar o show da banda quarentona Scorpions, programado para acontecer em São Paulo no dia 19 de setembro, talvez nunca mais poderá conferir, ao vivo, o som dos músicos alemães, que ficaram conhecidos graças ao sucesso da bela canção “Still Loving You”.
Esta será a turnê de despedida do grupo. O Scorpions aproveita para divulgar seu novo álbum, “Sting in the Tail”, lançado neste ano. O aviso para o show vem com antecedência porque os ingressos, que custam de R$ 100 a R$ 600, já começaram a ser vendidos. Para conferir de perto o show da banda que vendeu mais de 100 milhões de discos no mundo todo, reserve seu ingresso neste site: premier.ticketsforfun.com.br.

Julie & Julia

Revista ZAZ - Julie e Juliapor THIAGO RAMARI

EUA/2009 – Direção de Nora Ephron – Distribuidora: Sony Pictures – O longa-metragem que deu a décima sexta indicação ao Oscar à atriz Meryl Streep faz com que o espectador vá direto para a cozinha logo depois da apresentação dos créditos finais. Motivo: o filme é uma cinebiografia das norte-americanas Julia Child e Julie Powell, cujos maiores feitos se deram com a ajuda de um fogão. A primeira, interpretada por Meryl Streep, revolucionou a culinária ao lançar o livro de receitas “Mastering the Art of French Cooking”; a segunda, vivida por Amy Adams, chamou a atenção da mídia décadas depois ao relatar, em um blog, as tentativas de preparar cada um dos pratos desse livro. Além das atuações carismáticas das duas atrizes, vale destacar a trilha sonora, assinada pelo compositor francês Alexandre Desplat. As músicas inspiram qualquer pessoa a se arriscar na cozinha.

Pata de Elefante – Na Cidade

FundoCaixa_A4.inddpor THALES AFFONSO

Música instrumental acessível e rock de qualidade são duas características no mínimo incomuns em uma mesma banda. Não para a Pata de Elefante, formada em 2002, que lançou o primeiro álbum, homônimo, em 2004 e, em 2007, “Um Olho no Fósforo, Outro na Fagulha”.
Apesar da tradicional formação em power trio (guitarra, baixo e bateria), a banda gaúcha se diferencia pelo fato de dois dos músicos se revezarem entre os instrumentos de corda. A primeira faixa do novo disco, lançado este ano, começa com uma levada funk e a distorção característica da banda.
Como o próprio nome indica, “Na Cidade” é um disco urbano e dançante, mesmo nos momentos mais introspectivos, como na calma balada “Um Pouco Antes de Dormir”. Faixas como “Squirt Surf”, “Pesadelo no Bambus”, “Sai da Frente” e “À Luz de Velas” mostram claramente a influência da surf music, geralmente aliada à consistência do rock’n roll. “Na Cidade” pode ser baixado gratuitamente no site da Trama Virtual.

Deixa Ela Entrar

Revista ZAZ - Deixa Ela Entrarpor THIAGO RAMARI

Suécia/2008 – Direção de Tomas Alfredson – Distribuidora: Ainda não definida – Apesar de a indústria cinematográfica estar saturada de filmes sobre vampiros, alguns títulos merecem atenção. Um deles é “Deixa Ela Entrar”, cujo roteiro, assinado por John Ajvide Lindqvist, abdica das abordagens óbvias em prol de um drama denso envolvendo um menino de 12 anos e uma vampira que aparenta ter a mesma idade, interpretados por Kåre Hedebrant e Lina Leandersson.
Em um cenário tomado pela neve, os dois personagens se conhecem, tornam-se melhores amigos e logo começam a viver uma espécie de romance, que, de tão ingênuo, acaba por ganhar o espectador. A densidade está no fato de que, ao mesmo tempo, a vampira, para se manter viva, protagoniza uma série de assassinatos. Ao todo, o filme já venceu mais de 35 prêmios em festivais de cinema. Em breve nas locadoras.

John McLaughlin – Floating Point

Revista ZAZ - John McLaughlin - Floating Pointpor THALES AFFONSO

A fusão entre o jazz e a música indiana, que são duas grandes influências consolidadas ao longo da carreira de John McLaughlin, define o espectro sonoro de “Floating Point”. O desenvolvimento do jazz-fusion foi testemunhado pelo lendário guitarrista inglês, que participou deste processo ao lado de Miles Davis. McLaughlin atuou ao lado de outros grandes nomes do jazz, como Dave Holland, Charlie Haden, Chick Corea, Airto Moreira, Stanley Clarke, entre muitos outros.
Para John, que é adepto ao hinduísmo, a cultura indiana está presente não apenas na música. Em 1971, fundou a “Mahavishnu Orchestra” – o que já demonstrava seu interesse pela cultura hindu. Gravado na Índia, com a participação de grandes músicos daquele país, “Floating Point” une timbres, fraseados e concepções desses dois universos musicais. Um exemplo é a faixa “Raju”, em que as melodias do sitar elétrico se mesclam ao jazz-fusion, com bateria e baixo frenéticos, de maneira surpreendente. Muito virtuosismo e uma concepção musical extremamente madura fazem deste álbum um dos melhores da carreira de McLaughlin.

Educação

Revista ZAZ - Educaçãopor: THIAGO RAMARI

Inglaterra/2009. Direção de Lone Scherfig. Distribuidora: Sony Pictures Classics. Sensibilidade talvez seja a principal característica desse drama que já deu mais de dez prêmios à atriz britânica Carey Mulligan. Ela interpreta Jenny, uma estudante de 16 anos, que, embora seja mais inteligente do que a média das meninas da mesma idade, reserva uma ingenuidade própria da adolescência. Esses dois lados vão se confrontar quando ela se vir diante de problemas derivados do relacionamento afetivo com David, papel do norte-americano Peter Sarsgaard, que tem mais que o dobro de sua idade.
Baseado no livro homônimo de Lynn Barber, o filme se passa nos anos 60 e faz uma ode à cultura, sobretudo à francesa, a predileta da protagonista. Outros pontos altos são a direção de arte, os figurinos e a fotografia. Em breve nas videolocadoras.

Corinne Bailey Rae – The Sea

Printpor THALES AFFONSO

O recém-lançado álbum da cantora inglesa reafirma a qualidade de seu trabalho. Com um timbre suave e característico, Corinne demonstra ter amadurecido, utilizando ainda melhor a extensão de sua voz. Sua interpretação também está mais introspectiva e as letras mais profundas, fato que pode ser atribuído à morte de seu marido durante as gravações.
A melodia tocante do primeiro single, que se chama “I’d Do It All Again” (Faria tudo de novo), alterna-se com baladas mais movidas, que conferem um clima mais leve. Com influências do soul e do jazz, “The Sea” traz uma instrumentação que se adequa às melodias leves e privilegia a voz da cantora.